sábado, 23 de março de 2013

estrada intransitável. oi?

Ontem à noite, liguei pra pousada do coração em Paraty para pesquisar tarifário e disponibilidade para uma ida em maio. A mocinha me atendeu muito bem e ficou de me enviar os dados da pré-reserva por email. Quando o email chegou, eu ri. E pensei duas vezes antes de falar para Marido, sabia da reação e precisava decidir se eu também queria o mesmo. Afinal, se a minha resposta fosse negativa, melhor omitir. 
A ressalva da mocinha da pousada era esta:

"Dica: Os aparelhos  de GPS indicam o melhor caminho por Guaratinguetá e Cunha. Esqueça essa opção! O trecho Cunha x Paraty está intransitável!"

Encaminhei o email para Marido, que logo gritou da sala:
- Hahahahaha, é agora que eu vou por Cunha!!!! Ou ela acha que assusta a Tereza?

Coitada da mocinha, mal sabe ela para que tipo de gente enviou a tal ressalva... Bem, ela enviou para o tipo de gente que participa de um grupo com o lema: "Em busca do mau caminho". Pro tipo de gente que tenta ir de golzinho mil alugado trilhar a tal estrada e fica de 'birra' por alguns anos até poder voltar com um carro 4x4*. Pro tipo de gente que TEM que subir até Cunha pela tal estradinha a cada vez que vai a Paraty. E se chover, melhor ainda.
Cada tipo de gente neste mundo, né? hahahaha.

na tal estrada 'intransitável', em 2012.

* A aventura de 2012 está aqui: Parati-Cunha
** Outras aventuras em família (nós e a Tereza): na etiqueta 4x4
*** Está se perguntando 'Quem, diabos, é a Tereza?'? Oras, a Tereza é o nosso jipe querido, uma negona valente e companheira, que não se intimida diante os desafios da vida (nem das loucuras de seus donos). Vá nos links acima e entenda melhor! =)

segunda-feira, 11 de março de 2013

Bolsa de mão KARIN

Há algumas semanas, a Fernando Maluhy lançou a coleção Sandra Pagano, com desenhos desta minha amiga patchworker-fotógrafa. Fui correndo na Arte Têxtil e comprei meus pedacinhos de tecidos fofos. E aí, fiquei matutando o que faria com estas camerazinhas.


Eu não poderia fazer "qualquer coisa", né?  Foi então que lembrei de uma bolsinha de mão que fiz há algum tempo e que uso muito. Ela é ótima para aquelas saidinhas rápidas. Ou quando não se quer carregar muita coisa. Olha eu aqui, passeando com mamãe (e a bolsinha) no Parque Lage.


Pronto! Já estava decidido o que eu faria com os tecidos da SanSan! \(^_^)/
Com muito pesar eu cortei meus tecidos (morro de dó de cortar os queridinhos!!) e botei a máquina para trabalhar!
E, depois de algum suspense (rufem os tambores! ratatatááá!), apresento-lhes a Bolsa de mão KARIN, com tecidos da coleção Sandra Pagano:




Ela é feita em tecidos 100% algodão, tem 3 divisórias internas e fechamento em botão magnético. O tamanho aproximado é 20X12cm.  Olhem como é por dentro:
Elas já estão lá na lojinha! Corram que a edição é limitada!!! \*Ü*/




terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Lá na curva do rio

E aí, povo, como está o Carnaval de vocês? Teoricamente, ele termina hoje, né? T E O R I C A M E N T E! Sim, porque eu vivo no Rio de Janeiro e, nesta terra, toda festa é comemorada até o último minuto (e um pouco mais)! O carnaval carioca não é feito só de Sapucaí, não! São vários blocos que começam a ensaiar nas praças e ruas desde janeiro. Pra sair de casa no feriado, tem que conferir os horários deles para não ficar preso no trânsito. Quando comecei a escrever estava passando um batuquinho na rua de cima. E isso vai até o próximo final de semana.
Eu gosto bastante desta energia toda, mas confesso que nem sempre estou no clima de ficar torrando no sol carioca no meio do empurra-empurra. Coisas da idade... -*abafa!*- E sempre rola uns programinhas alternativos nesta casa. Há dois anos, teve o bloco do "Tudo Acaba em Pizza" (clica no link, tem até receitinha de petisco delicinha!). E neste domingo, saímos para almoçar e só voltamos na tarde do dia seguinte! (^_^) Calma, vou contar esta história.

Fim da manhã, meio de última hora, resolvemos conhecer o bistrô de um amigo. Já passava de meio-dia e como é na serra, calculamos uma hora e meia para chegar lá. Planilha de navegação em mãos (sim, estabelecimento de amigo jipeiro a gente chega com planilha!), lá fomos nós! Após passar por Guapimirim, Cachoeiras de Macacu e Mury, percorremos 21km de estrada de terra, em meio à Mata Atlântica, um passeio muito gostoso e bonito. Mas a hora-e-meia calculada ao sair do Rio logo virou três. E vale a pena! O Curva do Rio Bistrô tem comidinhas feitas com carinho e cuidado, com as mesas em um varandão, em meio a árvores e com o barulhinho do rio passando embaixo. Ah, suuper-relaxante!!!

onde o rio faz a curva, em Rio Bonito de Cima
É uma região de rios e cachoeiras com algumas pousadas, muito gostosa e tranquila, e resolvemos ficar. Conseguimos um quarto em uma pousadinha ali perto, chamada Cabritinha Vadia. Nome pitoresco, não? hahahahaha. Nada que eu diga vai conseguir descrever a pousada, vai lá no link e veja com seus próprios olhos (pode clicar sem medo, hahahaha!).

À noite, voltamos ao centrinho, carinhosamente chamado de 'downtown' pelos moradores, onde fica o bistrô da Chef Kaká Fernandes, e curtimos um carnaval bem diferente: alguns estavam fantasiados com folhas naturais presas ao corpo e máscaras, com canudinhos a postos, desfilando e roubando a bebida dos transeuntes, uma farra!

Na manhã seguinte, fomos conhecer o poço perto da pousada, com água cristalina e geladinha. 

E a nossa saída para um almocinho virou um passeio muito bom por terras desconhecidas! 


*Serviço:
Curva do Rio Bistrô, em Rio Bonito de Lumiar, a 18 km de Lumiar (14km de estrada de chão); endereço: 22º24'29"S, 42º25'15"W
A Cabritinha Vadia: Rio Bonito de Lumiar - Nova Friburgo - RJ - (22) 2542-5175 /
acabritinhavadia@hotmail.com


**outras aventuras com a nêga Tereza na tag 4x4

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

cocada da lata

Janeiro me trouxe encontros com pessoas queridas que há muito não via e/ou não passava tanto tempo! Encontros programados e outros nem tanto, que foram como um abraço apertado de urso nesta carcaça véia. E trouxeram muitas memórias felizes e histórias engraçadas.
A postagem de hoje é uma dessas histórias. Minha tia que mora lááá longe estava na cidade, bem pertinho da minha casa, com suas filhas, genros e netos. Uma invasão japa no Rio de Janeiro! hahaha. Fazia muitos anos que não encontrava este povo e, claro, como em toda reunião de família, lembramos de brincadeiras e histórias de uma terra distante, que aconteceram a long time ago...

Quando eu ia visitar a minha vó nas férias de inverno naquela terra quente que a família morava, era uma festa só! Todos os primos moravam em casa e pra mim e meus irmãos, crianças de apartamento, isso por si só era uma festa! 
Bem, tem uma brincadeira que fazíamos na casa de todos os tios e da minha vó que é muito viva na minha memória: cozinhávamos cocada no quintal. Crianças de até dez anos pediam para algum adulto pegar um coco do quintal e abrir. A participação do adulto acabava aí. Raspávamos o coco, acrescentávamos açúcar roubado da cozinha e colocávamos tudo numa lata de leite em pó vazia. Montávamos com tijolos ou pedras um fogareiro em algum canto do quintal ou jardim e era só se revezar para mexer a mistura até cozinhar. Ah, eu me lembro de mexermos com galho mesmo... E depois, claro, todos comiam a deliciosa cocada!!! Se dava piriri? Provavelmente só na primeira vez. Ou nem dava, se a gente não se lembra é porque nem aconteceu! hahahaha. Os donos das casas deviam adorar a grama queimada depois...
Aliás, lembrando dessa história e achando tudo um horror pros dias de hoje - "Como a gente não se queimava?" "Como as mães (loucas) deixavam a gente fazer isso?" "Que perigo, né?" "E a (falta de) higiene da cocada?" "E a lata enferrujada?" - ficamos com um sorriso no rosto, daqueles que só quem teve uma infância feliz poderia ter! (^_____^)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lixo Sapo


Sapo em japonês é Kaeru e tem a mesma sonoridade do verbo voltar.
Costuma-se usar um sapinho de cerâmica na carteira para que o dinheiro “volte”. Também se acredita que sapos dão sorte e trazem felicidade, fazendo com que coisas boas “voltem” para as pessoas.

Mas, independente de crenças e superstições, os Lixos de Carro de Sapo da Sati Patchwork trazem colorido ao ambiente e seus olhões ficam de prontidão para que nenhuma sujeira se instale no seu carro.

* Não tem carro? Ou tem pena de usá-lo como lixinho? Dê um novo uso para ele (e me conte!). Eu o uso como porta-retalho na bancada do meu ateliê! =)

** eles estão lá na lojinha:  clique aqui

*** contato: harumi@sati.art.br

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

presente especial para os aniversariantes em 2013

O começo de ano sempre é empolgante pra mim. Muitos planos, muita vontade de fazer muita coisa! 
E a animação se estende pro ateliê também! (^_^)v

Pra começar, pensei em presentear os aniversariantes durante o ano, afinal, aniversário é pra ser comemorado, num é? Cada mês teremos uma promoção para os aniversariantes na lojinha! Para ganhar o seu presentinho, basta mandar um email para harumi@sati.art.br com a data do seu dia especial e aguardar as instruções no seu email no seu mês de aniversário. Fácil, né? \*Ü*/


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Estamos de volta! =)

Ufa, 2012 acabou e 2013 já está a mil! O ano de vocês também começou com tudo? Pois aqui, sim!
Então, antes de ser atropelada pela minha rotina, quero desejar-lhes um ÓTIMO 2013, COM MUITA ALEGRIA E UM COLORIDO FELIZ! \*Ü*/

Que neste ano façamos tudo o que a vida exige,
mas sem esquecer de refrescarmos os pezinhos de vez em quando! =)
(foto de Mikio Maruo)

O ateliê entrou em férias coletivas para que a máquina pudesse descansar e a pilota dela (assim como o nosso consultor-para-assuntos-aleatórios, vulgo Maridôncio, não nos esqueçamos dele!) pudesse comparecer a compromissos familiares natalinos em terras longínquas. E mais uma semaninha para receber irmã, cunhado e afilhadinho queridos para o Reveillon na Cidade Maravilhosa! Foram duas semanas muito bem aproveitadas, viu? :-)

E agora, voltamos com tudo! \*Ü*/
Mas o ateliê ainda está começando a produção 2013, então, hoje eu mostro o que costurei no final do ano passado: um centro de mesa na técnica Log Cabin.


Eu gosto muito desta técnica, acho que é um bloco versátil e fica bom em vários projetos. (Quem quiser saber mais, tem um vídeo da Tia Lili, bem didático, aqui.) 

O meu centro de mesa foi feito aos '45 minutos do segundo tempo', como aconteceu com a toalha de mesa no ano passado, lembram? Será que vai virar tradição fazer o presentinho para enfeitar a minha casa no último momento do ano? Bem, esperemos até dezembro para ver, rsrs.
Eu queria algo rápido e bem alegre para a minha sala de móveis escuros. Mas, ao terminar de costurar, achei que ficou um tanto colorido demais. Na realidade, não gostei muito. Bem, mas como tínhamos que pegar estrada na madrugada seguinte, não havia mais tempo para costurar outra. E, quando voltamos, uma semana depois, ao ver a toalhinha na mesa de centro, achei que deu uma alegrada na minha sala! E gostei dela! (^_^)

Sabem, isso me acontece muitas vezes. Nem sempre gosto do produto final e 'empaco' no acabamento. E não consigo trabalhar na peça até me 'convencer'. Às vezes, preciso de uns dias para voltar a mexer na costurinha e terminá-la do jeito que acho que deve ser. O que me conforta é que sempre dá pra dar um jeito e fazer algo colorido e alegre. E ter um final feliz! Nem sempre é aquele idealizado no planejamento da costura, mas sempre concluo que o final foi feliz!
E não é assim a vida? (^_^)