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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Projeto Inverno Fluminense 2017

Há um ano, eu resolvi voltar a tricotar. Tínhamos uma viagem marcada e esta foi a desculpa para eu me envolver com lãs e agulhas em pleno verão carioca (falei disso aqui). Fiz gorros para mim, Mamãe e Maridôncio (tem fotos nesta postagem).
Daí, que gostei da brincadeira e não parei mais. Ganhei novelos de lãs da sogra e de amigos, agulhas e acessórios da Mamãe e torcida de todos. E tricotei alguns gorros para doação. Chamei este trabalho de "Projeto Inverno Fluminense".

meu Projeto Inverno Fluminense

Alguns gorros foram para um grupo de São Paulo, que viajou em missão para ajudar crianças na Namíbia. Parece que lá faz muito frio, sabia? Eu nem imaginava!
gorros para o projeto Tricotando Amor para a Namíbia

Um lote foi para Niterói. Uma amiga faz parte de um grupo (Casa de Adonai Niterói) que, entre outras coisas, dá assistência a moradores de rua idosos e ela me ajudou se dispondo a receber e distribuir os gorrinhos.
lote para a Casa de Adonai, em Niterói. 

Outra parte foi para o Centro Geriátrico Manancial (site deles), no Rio. O pessoal do Centro foi muito querido, fácil de contatar e de combinar a doação. Obrigada, Grupo de Cárita da Prefeitura do Rio de Janeiro pela indicação! (para saber mais sobre o trabalho do Grupo de Cárita da Prefeitura, clica aqui)

gorros para o Centro Geriátrico Manancial

Ainda tricotei gorros para amigos e parentes que vivem em lugares frios ou que iam viajar para o inverno. E assim, acabou o ano e as lãs do cesto. E eu senti uma alegria e satisfação por ver meus gorros espalhados por aí, rodeados de amor e carinho!

E qual a minha surpresa ao perceber, nos primeiros dias de 2018, que o cesto de lãs está cheio novamente!! Não sei exatamente como isso aconteceu... Mas não gosto de ignorar os sinais quando eles se escancaram na minha cara. Então, retomei as agulhas e sigo tricotando. Que venha o Projeto Inverno Fluminense 2018!!! (^_^)





sábado, 15 de abril de 2017

Meu projeto de inverno: para doar

Estou com um novo vício: tricotar gorros. Depois que redescobri o tricô e ganhei um monte de novelos de lã da sogra (contei aqui, lembram?), não parei mais. É muito bom ficar no sofá, junto do Maridôncio, curtindo maratonas de séries. Além disso, como já disse aqui, o gorro não esquenta o colo, então fica bem viável tricotar no Rio de Janeiro, hehehe. E mais: é rápido de fazer e portátil, consigo carregar na bolsa pra tricotar em qualquer lugar!
enquanto faço hora pro compromisso, junto com um café.
Já teve até gorro querendo se tornar "capa de vaso". Este virou gorro mesmo, estava predestinado. Mas teve um gostinho do improviso...

Eu fico na ansiedade de terminar logo, de testar novos pontos, novos jeitos de fazer, de ver como vai ficar. Provo na minha cabeça o tempo todo e Maridôncio fica rindo de mim. 

- Mas pra que você está fazendo tanto gorro? 
Ah, vocês não sabem? É pro meu projeto de inverno: vou doar para senhores e senhoras que já viveram muitas aventuras e hoje estão em asilos fluminenses. Ainda não sei para qual instituição será ou como farei isso. Por enquanto, o foco é produzir gorros para aquecer as cabecinhas com tantas memórias e experiências de vida. 
os gorros prontos até agora.
E bora tricotar, porque o cesto ainda tá cheio de novelos! (^_^)


terça-feira, 28 de março de 2017

Gorros

Há anos eu não tricotava. Como fazê-lo em terras cariocas? Como, neste calor senegalês? Não, não há jeito. Foi o que eu pensei por todos estes anos.
Até que, vendo algumas talentosas (Katia LindenAteliê BasileCecília Fonseca, Jane Pavoski...) tricotando a mil, comecei a ficar com vontadinha de reviver os pontos na agulha.
Não posso dizer que eu era uma super-tricoteira, mas sempre rolava uns cachecóis para as mulheres de casa usarem no inverno curitibano. Ah, já fiz dois suéteres para mim também. Um deles ainda guardo como lembrança afetiva lá no fundo do armário, já que não há oportunidades de usá-lo por aqui, hehehe.

Pois bem, fiquei com vontade de tricotar em pleno janeiro. Loucura? Siiiimm!!!! Usei a viagem marcada como desculpa e resolvi fazer um gorro pra mim. Maridôncio logo se manifestou:
- Eu quero o meu bem comprido para cobrir azoreia!!!
Uia! Mal tinha decidido tricotar e já tinha encomenda!! \*o*/
Procurei uma agulha circular, para que fosse mais compacta e prática para trabalhar. Não foi uma tarefa tão fácil no Rio de Janeiro de janeiro. Após assistir a alguns tutoriais sobre como usar a tal agulha circular (no google tem vários, ótimos!), liguei meu ar condicionado bem forte e comecei o meu gorrinho. Depois de tanto tempo, ainda sabia tricotar!!! Tá certo que demorei uma tarde toda para colocar os pontos na agulha (abafa!), mas depois disso, a coisa fluiu, hehehe. 

única forma de tricotar neste Rídijanêro, em janeiro
Sabem, adorei fazer um gorro, pois não se 'acumula' no colo e, portanto, não esquenta muito. Com a agulha circular, vou tricotando um "tubo" e, assim, não preciso costurá-lo; ele já sai "pronto"! Não é incrível? 

Bem, aí, quis fazer um pompom. Outro desafio de habilidades do passado. Até Maridôncio deu pitacos, fuçando a memória da época de criança (e quem disse que menino não sabe manualidades?). E eis que tivemos um pompom!!!

El pompom!

O resultado da sandice de verão carioca foi esta: gorros para mim, Marido e Mamãe, usados no Valle de La Luna, em San Pedro de Atacama!!!! \(^___^)/

E gostei tanto disso, que decidi fazer uns gorrros para o inverno de senhores e senhorinhas que viveram muitas aventuras e hoje estão em asilos fluminenses. 
Aí, a Sogra fuçou o baú de lãs dela e me deu uma sacolada para começar meu projeto de inverno (ainda no verão...)!!! A Mamãe também contribuiu, com mais agulhas de tricô! E olha que já temos uns gorritchos prontos:

Será um outono muito prazeroso pra mim! E espero alegrar (e esquentar) algumas cabecinhas no inverno! ;-)